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Meu humor
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Não se sabia exatamente o que havia acontecido. Mas para os jovens apaixonados, a noite fora prazerosa e maravilhosa na compania de quem estavam. Nem Sophia nem Aphonsus havia emitido algum som constrangedor e suspeito, mesmo porque, o quarto de Alpheliu era do lado do de Aphonsus. Tanto Aphonsus quanto Sophia estavam na plena sensação de estarem no paraiso, durante aquela noite. O amor que sentiam um pelo outro havia ultrapassado qualquer barreira naquela cama, e ambos sentiram que sempre estariam juntos, tanto carnalmente quando emocionalmente. Sra. Murphy entrou no quarto de Sophia, pois queria conversar com a sobrinha. Ja era 9 da manha e quando entrou no quarto, não encontrou nada alem de uma poltrona, um guarda-roupas e uma mesinha-de-cabeceira. -Mas onde está Sophia?-pensou Sra Murphy, que teve impulso primeiramente de ver o guarda-roupa. Todas as roupas estavam la, então ela não teria fujido apenas com a roupa do corpo. Procurou pelos quartos de hospedes e não havia nada, então apelou em pedir ajuda á seu marido e seus dois filhos. Ja haviam procurado em todos lugares imaginados... menos no quarto de Aphonsus. Alpheliu ria-se, imaginando se Sophia havia dormido com o irmão, enquanto Sr Murphy lhe jogava na cara o caso com a empregada: -Voce não pode falar nada, "ovelha negra"... VOCE TEM UM CASO COM A EMPREGADA!!!-reclamava Sr Murphy, enquanto se digiriam ao quarto de Aphonsus. -É absurdo, mamãe, pensar que Sophia durmiu no quarto de Aphonsus.-se explicava Cornelius, correndo atras da mãe que insistia correr pelas escadas. Ele sabia que era verdade, podia sentir, mas a mãe não poderia saber do amor de ambos, talves não recebesse bem a noticia. -Mãe, voce é uma rainha, pega mal voce ser vista correndo e pensando tais besteiras e tals... -Não quero saber disso, quero ver se Aphonsus sabe onde a menina está! Ele á ofendeu muito ontem, ela pode ter... sumido por isso. -HAHAHAHAHAHAHAHA, Eu acho que Sophia andou ensinando algumas coisinhas a mais pro Aphonsus.-debochava Alpheliu, que não conseguia conter os risos maliciosos. Era de seu sangue ser o "palhaço e desnaturado" da familia.- Bem, podemos dizer que Sophia é uma mulher beeeeeeeeeeeeeeeeeem formosa... Concorda Cornelius? -Cala a boca, Alpheliu. Voce será deserdado e virar bobo da corte, qua tal ein, ovelha negra? Ou poderá ir morar com a empregada de quase 10 anos mais velha que voce. -Papai, aquela é a mãe dela! A filha é mais interesssante. -Dá pra voces ficarem quietos?-Sra. Murphy se encontrava á poucos metros do quarto de Aphonsus. Enquanto isso, dentro do quarto... -Sophia.. acorda amor. Estou ouvindo barulhos...- cutucando Sophia, Alphonsus acordava aos poucos a amada, que estava deitada por cima de seu torax. -HÃ? -respondeu ela, sonolenta. -Estou ouvindo barulhos... alguem ta se aproximando. -Que nada, amor, voce deve estar assistindo demais a TV que trouxe la de Manchester. -Amor... -Mor, fica tranquilo. Creio que não é nada, sabe... -disse ela meigamente, dando um beijo no rapaz - Ninguem vai nos pegar aqui, fique tranquilo. -Não consigo... -Ai amor...-e ainda beijando o rapaz, o abraçou. Os beijos dados por Sophia não o fizera notar que 4 pessoas haviam parado diante de sua porta, e que sua mãe, estava colocando a mão na maçaneta (PS: não sei se´[e assim que escreve). Uma gargalhada, um grito, uma exclamação e um silencio assustador foram tomando o quarto de Aphonsus, quando as 4 pessoas entraram em seu quarto. Alpheliu dava longas e gostosas gargalhadas, enquanto Cornelius ficava em silencio, evitando os risinhos ocasionados pelo irmão. Sr Murphy ficara chocado, e a unica exclamação que pode emitir era: "Oh Meu Deus". Sra Murphy não sabia se ria, ou se chorava ou se fazia ambos em um gesto desesperado, ja que estava vendo uma cena totalmente privada de seu filho mais novo. O filho ate então ... tão reservado e calado, estava naquela cama, junto de sua "quase-prima" Sophia. O rosto de Sophia corara com o tom de um vermelho-tomate, enquanto enfiava a cabeça dentro do travesseiro. Alphonsus estava visivelmente paralisado pela surpresa de ver a mãe la, e não sabia o que falar. -Bom dia mãe? -suspirou ele, a procura de palavras. -HAHAHAHAHAHAHAHAHA, eu disse que eles tavam fazendo amor, eu falei HAHAHAHAHAHA -pulava Alpheliu, aumentando ainda mais suas gargalhadas. -Cala a boca, Alpheliu. Eu ja lhe disse que virará bobo da corte! -Um bobo feliz... UHAUHAUHAUHAUAHUHAUAHAUUAHAUAHUAHAUHAUAHUAHAUHAUAHUA -Mas.. que voces estão fazendo no meu quarto???-resmungou Aphonsus, mal podendo se mover na cama. -ÉR... sOPHIA não estava no quarto então pensamos... ér... Oh Meu Deus filho, como voce cresceu. -dizia Sra. Murphy, olhando o corpo ja desenvolvido do filho. A ultima vez que o vira "semi-nu" era quando tinha 10 anos. -MÃE!!! Creio que não é uma boa hora de falar do meu corpo, não acha? -Opa, até que Sophia não é de se jogar fora. Priminha, ensina seu priminho bobo aqui vai ? *-* -Alpheliu, eu juro, se voce não calar sua boca AGORA, voce não falara mais pelo resto de sua vida. -retrucou Sophia, tendo a voz um pouco abafada pelo travesseiro que estava no rosto. - Voce sabe que sou uma MAGUS, e cumpro sempre que eu falo. -Fiquei calado ...
Escrito por Miss Ice às 10h55
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O Beijo, Parte 4
-Não... não me importo com isso Sophia. Esse colar não me fará mal. -disse ele com ternura -Voce sabe que sou uma Magus. -Sei.... Uma linda magus. Uma magus que alem de ter o poder de regeneração, invisibilidade, poderes elementais, fez que o coração do cara aqui... fosse.. amolecido. Sempre fui uma pessoa dura, Sophia. -Como? -Sabe Sophia. -voltou a dizer, dando um giro com Sophia em seus braços, como fizera no baile de Natal.- Meus dias eram: Acordar, escola, lutar, jantar, dormir... em remotos casos, a Guerra. -E hoje? -Acordar faz sentido, pois eu sabia que quando levantasse, eu teria voce na sala do café. A escola, deixou de ser um inferno para mim, porque os tempos passavam tão rapidamente... eu sabia que te encontraria na hora do almoço. Na luta, eu teria voce torcendo por mim, no jantar voltaria te ver e ao dormir... era o unico momento triste, pois não teria voce do meu lado.-lembrando do ultimo afazer que citara- E ah sim, na Guerra. -Na Guerra? -Sim. Percebi que sempre voce estará la pra me salvar. Pode não estar carnalmente, mas sempre vai estar no meu coração, e esse ja é algum motivo para que eu lute para chegar inteiro por aqui. -Hum...-Sophia estava emocionada, aquela era a declaração que sempre sonhara. Não podia ser mais perfeito: Estava nos braços aconchegantes de Aphonsus, ouvindo que ela era uma das coisas mais importantes de sua vida e mais, tão proximos e grudados. -Gordinha.. será que preciso dizer mais alguma coisa sem ser que... que...-gaguejou ele, forçando para que as palavras saissem de seus labios- [u]Que eu te amo?[/u] -Pra começar... poderia parar de me chamar de Gordinha. E mais... ér... eu... Sophia estava atonica. Não sabia o que fazer, o que dizer e como seria tudo a partir dali, daquela declaração. Teria que tomar uma atitude quanto ao fato de ser correspondida pelo homem que amava. -Não precisa dizer nada, Sophia. Esta sendo mais dificil para mim do que para voce.. digerir que nos amamos... e que... eu fui um burro em pensar o mal de voce. -Sempre fui aberta... nunca escondi nada de ninguem. Sempre disse que não era santa... -Xiii, não fala mais nada, por favor. Quero que esse momento dure por mais algum tempo, sem que comecemos a descutir algo que eu fui futilmente tolo de acreditar. -Pensei que tivesse vergonha de meu jeito. -sussurrou Sophia, acanhada. -Não tenho.. tudo que eu alegava era por ciumes... Não sabe quantas noites passei acordado pensando... como voce e Cornelius "supostamente" estariam se divertindo. -Estavamos... -Não precisa explicar, por favor. Me sinto mais tolo. -Um tolo que amo muito. Nos labios de Aphonsus brotou um sorriso, e junto dele o desejo de tocar aqueles labios rosados de Sophia. A pegando por um braço, e o outro apoiando na cintura da donzela, ela a enclina vagarosamente, aproximando cada vez de seu rosto. Era como se fosse um momento magico para ambos. O beijo, o toque de ambos o deixavam ainda mais felizes. Aphonsus brincava com os labios da "prima", e esta demonstrava gostar de tudo que ele fazia para lhe agradar. O momento crucial da paixão dos dois, foi quando Aphonsus pegara Sophia em seus braço, e fora ate a sua cama...
Escrito por Miss Ice às 20h18
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O beijo, Parte 3
-Então vai sair a força. -Vai me bater é? Não é homem suficiente.-Sophia voltou a resmungar. -Não sou homem suficiente pra te bater, mas te por pra fora do meu quarto.. áh, eu sou sim. -Aé, como? -Falando algumas verdades que doem. Ou como chantagiar voce com algo que voce goste muito.-disse ele num tom superior, pegando um colar de dentro do bolso da bermuda. Sophia olhou chocada para o colar, e de qualquer maneira queria pega-lo. -ME DEVOLVE! Voce não sabe o que esta fazendo, Aphonsus. -Sai do meu quarto que eu te devolvo. -Eu estou falando serio, Aphonsus. Não brinque com esse colar. -Ui, o que ele faz demais?-olhando para o colar, curioso- Não me diga que ele é a chave para a porta do quarto de Cornelius, ein? Bem, para voces farrearam durante a noite, ele ja deve deixar a porta aberta sem nenhum escrupulo para que voce entre sem maiores problemas, não? Aphonsus não obteve resposta, mesmo por que ele mal pôde perceber se Sophia lhe respondia, dado o barulho de uma mão estalar no lado direito de seu rosto. A mão de Sophia viera com toda força, e como sua cabeça estava centrada na resposta que esperava de Sophia, não pode remediar o tapa. A marca da mão de Sophia era bem acentuado no rosto de Aphonsus, que percebera que havia passado de todos os graus de grosseria, insunuando o tal caso de Sophia e Cornelius. As faces de Sophia, que antes era um tom palido, estavam rosadas, vivas, e seus olhos brilhavam de decepção com a insinuação do primo. O colar na mão do mesmo a ofendia, ja que ele não poderia ter pegado algo tão perigoso e precioso como aquele camafeu. Aphonsus olhava paralisado para Sophia, com mão sobre o lado direito do rosto. Esticara a mão com o colar e entregara para ela. Ela, não muito gentil, pegou o colar bruscamente e foi ate a porta do quarto, mas APhonsus a impediu que saisse. -Fica, por favor. -Ficar pra que? Pra daqui a pouco voce insinuar que eu estou gravida ou algo do tipo? Ja fui ofendida o maximo, Bryan. -Voce me chamou de Bryan? -sussurrou ele, ainda mais chocado. Ninguem o chamava de Bryan, e esse era um segredo que apenas a familia conhecia- De onde voce.. ah, leu minha mente... -Me afeta como pode, e eu te ofeto como posso. Estamos kits, priminho. -Não era pra ser assim, Sophia. -Não era mesmo, sabe. Mas ja esta bem claro a sua visão sobre minha pessoa... Não preciso de mais delongas. O que esta feito... esta feito. O que foi dito... esta dito. -E o que não foi feito, será feito. -Mas, do que voce esta falando? Sem falar mais nada, Aphonsus aproximou-se de Sophia , colocando suas mãos pela cintura da moça. Sophia sentiu um arrepio ao ser tocada pelas mãos macias do primo... -É sobre isso que estou falando.-sorriu Aphonsus -Me solta, Aphonsus.. seus podem ver... e ... pensarem mal de mim ... -Quando falavam de Sophia Murphy, a moça magus que era nossa prima adotiva, sempre recordei da menina gordinha, com algumas sardas... e meia "fru-fru" demais. Na guerra, quando ocasionalmente voce veio a salvar minha vida, estava cego.. e não pude te ver.. e voce tambem não me viu, pois estava meia "irreconhecivel". -E o que isso tem a ver com tudo isso? -Calma apressadinha, ja chego ai. Pois bem... sempre ouvi ... Cornelius -tendo certa dificuldade de falar o nome do irmão sem demonstrar raiva- Ele sempre falava do encontro que tiveram no mundo mortal... -Mas...-mas Sophia não pode concluir, pois Aphonsus encostou o dedo em sua boca em sinal de silencio. Ela, fechou a boca e não emitiu nenhum som. -Sempre deduzi que voce era a mesma de que quando tinha 7 anos. Ate cheguei imaginar os novos apelidos que eu iria dar ao seu excesso de peso. E realmente voce era meia.. balofinha. -disse ele rindo- E quem ia imaginar que voce ia mudar tanto? E eu, com boa memoria, nem assim a reconheci aquele dia no metrasso. -É METRÔ, seu burro!-pos ela a corrigir, ja que Aphonsus sabia pouco do mundo mortal. -Que seja... E quando vi aquela moça... magra, sem as sardas e... realmente sedutora, me surpreendi com a "gordinha" prima. -Então comece a falar o por que de tudo isso, sim? -Sophia... sim, eu estou com ciumes.- murmurou ele com certo esforço - Estou me mordendo de ciumes por Cornelius e voce ficarem tão grudados, dia e noite. -Eu não tenho nada com Cornelius. Eu e ele estamos tentando achar uma solução para... eu poder controlar os meus poderes. Por isso não quis que voce pegasse esse colar. Se ele brilhasse... voce poderia não sair ileso daqui.
Escrito por Miss Ice às 11h39
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O Beijo. 2 Parte.
O olhar afetuoso de Cornelius para com Sophia sempre assumia cena em sua mente. Sophia estava calada, enquanto Aphonsus encostava no murinho do terraço. Olhava para a luz da lua e imaginava a razão por ter sido tão rude com Sophia no jantar (ou um projeto de jantar). Consecutivamente colocava as mãos sobre seus cabelos louros, e Sophia apenas podia ver uma onda de fios cairem pelo seu rosto palido. Sophia tambem via na mente de Aphonsus um beijo... na certa o primo estava receando beijar alguem a muito tempo, mas não foi uma enorme surpresa quando vira que a moça que Aphonsus beijava em sua mente era ela mesma. Sorriu animada com o pensamento do primo, e foi se aproximando aos poucos dele. Estava cheiroso... era a tipica colonia que sempre usava. -Eu sei que voce está ai, gordinha.-sorriu ele, lembrando do antigo apelido que a chamava, na epoca de crianças ainda. Desde que Sophia havia entrado, sabia que estava a ler sua mente, era uma atitude tipica da prima. Por isso, ignorou os pedidos de desculpa. -ÉR... eu precisava ler o que estava acontecendo com voce. -Não esta acontecendo nada, Sophia. Voce propria viu minha mente. Não há nenhum problema... Mas pensando bem, talves eu esteja mesmo com um problema. O amor é um problema gravissimo... pessimo e gravissimo.. e ainda quando não se é correspondido. Sabe Sophia...-resmungou ele, sentando no murinho do terraço- Estou gravemente doente do coração. Uma doença chamada... ér... Amor... ou pra muitos, um virus mortal e incuravel. -Amor não é isso. -Como sabe? Ja amou alguem na sua vida pra saber do que estou falando? Creio que não, carissima prima- debochou ele, virando seu rosto para que seus olhos não se encontrasse com os de Sophia. Estava amargurado, e a raiva do irmão com a prima não podia ser varrido de sua mente como passe de magica. Nem a "poderosa" prima poderia fazer isso. - Então, o que me diz priminha? -Está certo... nunca amei ninguem. Vivia a vida mortal como uma moça aventureira. Pela minha vida passou muitas paixões... mas um amor como esse nunca... ér... Digo, um amor...-Ja era tarde, Sophia acabara de revelar que estava amando alguem, e isso fez com que Aphonsuss levantasse as sobrancelhas curioso, pondo de pé na frente da moça com olhos ariscos: -Esse amor? Á que se refere? -Não me refiro a nada, Aphonsus! O sorriso esperto e malicioso de Aphonsus deixava Sophia desconcertada, e sumir daquela saia-justa era a unica solução para não ocorrer mais uma briga ou algo mais desagravel. Aphonsus sabia que a prima iria fugir de qualquer modo... Tanto como atravessar a parede como correndo, e para que isso não acontecesse antes de expor seus sentimentos guardados, segurou Sophia pelo braço. As mãos fortes prendiam aqueles delicados braços, e Sophia estava aparentimente sentindo dor pela violencia do primo. -Esta machucando. -Não está nada... é uma garantia de que, para onde voce for fugir, eu irei junto. -Esta me machucando, ja disse. -Então por que evita olhar em meus olhos ein? Fique tranquila, eles não irão te comer. -Não se sabe, voce é um DOIDO varrido... Não posso ter plena confiança em sua mente diabolica. -Uia, agora sou diabolico é? Não era isso que eu vi em sua mente enquanto esperava o jantar, priminha. A palavra priminha irritava Sophia ao extremo, pois o sarcasmo do primo era desagradavel e a deixava nervosa. Isso, de alguma maneira, poderia denunciar seu amor platonico, por isso tentou ser o mais natural possivel, conservando a expressão fria e despreocupada que trouxera do mundo mortal. Mas não consegui esconder a surpresa em descobrir que Aphonsus lia sua mente. Uma brecha para que Aphonsus voltasse em seus ataques sarcasticos. -Está surpresa por que priminha? -Não sabia que podia ler mentes como eu... -Que meiga. Eu tambem não sabia, boneca. -Não venha com essas suas palavras sarcasticas, lindinho... Voce não é assim, então prefiro evitar as suas palavras idiotas. -e acrescentou, ao olhar o rosto do primo, corando - Por que voce esta agindo assim? -Agindo como, priminha? -Pare com esse "priminha", mesmo porque não sou sua prima e tão pouco sua parente. -Não importa... para todos voce é uma prima... pelo menos para quase todos... Voce e Cornelius não agem como primos.-largando o braço de Sophia, resmungando- E não venha dizer que suas idas á noite no quarto dele e as horas em que ficavam trancados naquela biblioteca não tem nada demais. -Então é isso? -Não. Eu só estou aqui contando uma piadinha pra dormir rindo.-debochou ele- Mas é claro que é isso, Sophia! Me surpreende voce com o poder de ler mentes nunca ter percebido que voce e Cornelius estavam juntos demais. Todos ja estavam comentando. -Todos, ou só voce que fez uma cena ficticia em sua cabeça? Será que é só voce com essa ideia absurda, e isso esta te cegando? -Cegando por que? Não tenho motivos de ficar.. cego por coisas futeis. -Talvez fosse... Ciumes? -CIUMES??? -berrou ele enrraivecido- Voce está.. doida? -É o que qualquer um iria achar se vesse seu estado de nervo por algo tão... idiota. -IDIOTA? EU? -Não, a minha bisavó. -Ha ha... engraçadinha. -Achou? Obrigada.-suspirou ela, chegando ate a confundir o nome do rapaz- AAAAAAAAAAH, voce me irritou Cornelius.. digo, APHONSUS... ah, não foi uma boa hora de trocar os nomes. -Não mesmo, gordinha. AGora faz o favor de sair do meu quarto? -Não saio.
Escrito por Miss Ice às 10h49
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O beijo. 1 parte.
Sophia estava totalmente nervosa e ansiosa aquele dia, trancada em seu quarto. Nem o rosa-bebê que cobria a maior parte de suas paredes poderia lhe acalmar, ja que nem ela mesma sabia o real motivo de que estava daquele jeito. Estava esparramada em uma poltrona azul, ao lado de um vestido verde-agua. Talves fosse por isso que estava tão nervosa, ja que teria que largar seus rotineiros habitos mortais e ter que aderir a moda e estilo de sua familia e do reino. Cabelo, roupas e tais modos deveriam ser evitados no jantar com a familia. Mas o maior motivo por Sophia estar ansiosa era o fato de rever novamente o "quase-primo" Aphonsus... que naquele dia voltaria da viagem que fizera á um mês. Não sabia explicar o que estava sentindo. Ja tinha 18 anos e nunca havia sentido toda aquela agitação, quando se sentava ao lado de algum homem. E ainda Sophia (mais solta do que muitos achavam), ja tivera muitos casos desde sua ida ao mundo mortal, e certamente não era uma moça pura. Sua maneira de pensar e de agir era de uma mortal, que apenas gostaria de viver a vida como se nunca houvesse problemas ou sofrimentos. Mas ao lado de Aphonsus, não era assim que ela se sentia. Aquele moço a pertubava, e quebrava todas as barreiras emocionais que insistia em por. Sentia um arrepio toda vez que ele a tocasse, e uma tristeza toda vez que ele ia para longe de si. -Sophia, Sophia, Sophia... Creio que voce não pode estar pensando em tais bobagens! Por que voce esta pensando nele, ein garota? -balbuciou Sophia, olhando para um espelho. Era visivel que ela havia mudado tanto desde que tinha 7 anos.. e não culpava Aphonsus quando este não a reconheceu no metrô, no mes de Novembro.-Ein? Preferia ter ficado feia e com uma cabeça menos BURRA! Se é que é possivel ser menos burra!.. Sai com os moços mais lindos de Manchester... e olha onde estou.. Aqui, agoniada pois vou ver meu QUASE PRIMO! Mas.. o que esta havendo comigo...-pegou o vestido sobre a poltrona e passou a encosta-lo em seu corpo, diante o espelho, para ver como lhe ficaria quando fosse jantar - E olha esse vestido... Aff. Sophia jogou com raiva o vestido sobre a cama.. e logo correu para pegar o mesmo, com medo que tivesse amassado ou ate pior, tê-lo rasgado. Novamente se esparramou na poltrona, fixando o olhar em seu camafeu, que sempre carregava sobre o busto. Lembrando de quando Aphonsus não tirava os olhos de seu busto, começou a rir sozinha no quarto, tendo uma subta alegria de estar ali. Teve animo de levantar e por o vestido.. e com a mesma "energia" que havia obtido quando lembrara da cena, arrumou seu cabelo e saiu correndo pelas escadas do castelo, quase caindo sobre a volta do corredor com o outro. Ao chegar, encontrou todos que esperavam: Seus tios, seus primos... e ele, Aphonsus. Aphonsus evitava olhar a prima, que estava linda naquela noite. Ja seus irmãos, não pouparam elogios á prima durante o jantar, e um deles deixou Aphonsus furioso. -Nunca a vi tão linda, Sophia. -sorriu Cornelius, que acabava de servir-se com uma taça de vinho- Quer vinho? -Não, obrigada Cornelius. -Hum...-bebendo um longo gole-... Pai, Sophia está tão bonita hoje não? Muito mais formosa do que qualquer outra moça de sua idade. -Sim Cornelius, voce ja nos disse isso um milhão de vezes. Sua prima pode ficar constrangida,filho. - ora Sr.Murphy olhava fixamente o filho, ora olhava Sophia. -Me desculpe meu pai. -Não Tio.. Não se importe. Não me ofendo com elogios... sabe. -Meu pai tem razão, Sophia, Cornelius não deveria ficar galanteando voce de uma forma tão inescrupulosa. - resmungou Aphonsus, bebendo em um só gole uma taça de vinho - Não fica de bom tom para uma moça direita. -Aphonsus...ele não estava fazendo nada demais. E contenha essa bebida, se não poderá ficar mais louco do que ja é! -respondeu ela, tomando a taça de Aphonsus, entregando para o empregado - E não sou direita, e nenhuma santa tambem. Sra Murphy abaixou a cabeça para conter uma exclamação, enquanto Alpheliu ria da situação: -Aphonsus, voce esta com ciumes da Sophia é? -Cala a boca, Alpheliu. Se não conto ao papai seu caso com a empregada, que tal? - O QUE? COM A EMPREGADA? -gritou Sr Murphy, levantando da cadeira, enquanto suas faces assumia um vermelho purpuro, misto de uma palidez que assutava qualquer um. -ALPHELIU, ME EXPLICA ISSO SIM? -Titio, deixe o rapaz. Deixe-o curtir a vida. -Óh Sophia, quer que papai deixe Alpheliu vadiar como voce fazia no mundo mortal é? -gritou Aphonsus com mais raiva. O "formosa" não lhe saia da cabeça. -Não Aphonsus, eu creio que tenho outra defição para VADIAR, e sim VIVER! Ja experimentou viver, Aphonsus? -Viver como uma mundana pelo mundo? -Não. -Sair com qualquer rapaz que surja pela frente? ISSO te faz melhor que eu? -Aphonsus Bryan Murphy, voce esta ofendendo sua prima! -bufou mais uma vez Sr Murphy, que tinha a voz camuflada com o misto de decepção e surpresa. -E voce Alpheliu, o que me diz disso tudo ein? -Pouco me importo se estou a ofendendo papai. Não me importo a minima mesmo. -SERÁ QUE DÁ PRA VOCES CALAREM A BOCA? -berrou Sra Murphy, ja irritada com a briga dos quatro. Os gritos dos tres rapazes mais a voz aguda de Sophia deixaria qualquer um fora de seu estado de nervo habitual. -Mamãe? -pasmou Alpheliu, que saia de mansinho da sala para não ter que enfrentar o pai. Mas aua tentativa de fuga fora descoberta pelo mesmo, ja que Sr Murphy o pegara pelo colarinho da blusa e o arrastara pra sala. De la, ouvia os gritos de ambos. Sra Murphy suspirou aliviada, e olhou para os tres jovens que ainda estava na sala: -Cornelius, por favor me acompanhe.. e voces dois...-apontando Sophia e Aphonsus- Tenham uma conversa SERIA, pois não quero mais discussões em meu castelo como a de hoje. Estou sendo suficientemente clara? -Sim titia.-sussurrou Sophia diante do olhar severo da tia. Aphonsus não respondeu a pergunta da mãe, e saiu da sala derrubando um vaso que havia esbarrado. -Sophia.. conversa com esse meu filho doido. E Cornelius, venha.-e finalizada suas palavras, pegou Cornelius pelo braço e saiu da sala. Sophia se via ali, sozinha, diante dos destroços de um jantar que teria tudo pra ser perfeito,harmonioso e prazeroso. As ofenças que Aphonsus havia lhe digo não estavam tão erradas, mas vinda de quem veio, tornou-se mais dolorosas do que uma facada no coração. Sophia sabia onde Aphonsus havia ido.. e resolveu ir atras dele. Não queria que ele achasse que ela era uma "moça" qualquer. Sabia que não era a garota pura dos sonhos do primo, mas era fiel e sincera como sempre alegava ser, ou ate mais do que demonstrava. Aphonsus, como ja havia dito certa vez á Sophia, gostava de ir no terraço olhar a noite quando queria pensar em algo. O terraço era do quarto de Aphonsus, e para entrar, teria que passar pela porta, ou pela parede talves. Sophia tinha poderes de atravessar coisas materias, e para ela não foi muito dificil se ver no quarto do primo. Sentiu um arrepio quando o viu no terraço, quase despido, apenas com a bermuda que ela havia dado de Natal. Caminhou ate ele silenciosamente, para não atrapalhar seu pensamento. Ela poderia ler... era questão de não notar sua presença. Ela se escondeu atras da cortina, e ele, sempre tão destraido, não havia notado que havia mais alguem do que ele no quarto. -Yes... passe livre pra poder ver o que ele pensa.-pensou ela, tentando se concentrar e entrar no pensamento do "primo". Não era tanto como ela imaginava. A mente de Aphonsus era confusa, e tinha trechos de varias cenas em sua cabeça. A cena de Cornelius elogiando Sophia, as cenas de quando estavam juntos eram presentes.
Escrito por Miss Ice às 17h40
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